domingo, 1 de março de 2009

SSF, em letras néons!

Ouche! Ontem um surto, daqueles que há tempos não aconteciam! Pois é, risquei (risquei não, escrevi!hehehehe) no meu guardarroupa (é assim que se escreve agora depois das mudanças linguísticas ?pffff) inteiro! Ele já havia sido minha vítima outras vezes, mas há tempos não o atacava! Sei lá, esses dias tem me dado uma sensação esquisita de que tudo que possa dar errado com alguém dará comigo! Que se alguém no mundo vai morrer seca e sozinha, esse alguém soy yo! Não sei se vocês já sentiram isso alguma vez, mas definitivamente devo ter escrito em letras néons no meio da minha fronte SSF [abre parênteses] pra quem não sabe SSF é a sigla de Só Se Fode que minhas amigas criaram! [fecha parênteses] Não acreditam??? Bom aí vai um drama mui dramático: Menina obrigada a amadurecer cedo demais, não porque quisesse, mas pq as circunstâncias obrigaram [não, não engravidei adolescente! Apenas sempre fui muito “cobrada” pela perfeição], e não decepcionei! Aos 22 anos moro sozinha, dirijo meu celtinha modelo 2002 (mas quem entra nele jura q ele é de 1980!kkkk), me formo em medicina no final do ano, ou seja, independência financeira, só namorei aos 15 anos (pra família né?!, tb não sou tão perfeitinha assim!:D), sempre segui as regras, sempre fui perfeccionista e centrada, responsável, estudiosa, exemplo daquelas que as mães confiavam deixar suas filhas andarem comigo, sempre contive os gastos, tanto que tenho cartão e senha da conta do meu pai e ele confia sim! E então com tantos “pesos” a carregar não pude viver minha meninice, não pude demonstrar minha verdade, minha carência, meu medo da solidão, eu moro sozinha ué, como vou poder ter medo da solidão?! Mas eu tenho sim! E sou carente e dependente sim! Mas com o amadurecimento vem a racionalidade, característica marcante da minha personalidade moldada a duros trancos (minha psicoterapeuta identificou a razão na minha 1ª sessão de terapia!kkkk). E como todos sabem, nos jogos do amor agir com razão é bom, mas razão demais atrapalha, e como! Eis então o dilema: Como viver sendo carente, dependente, e ao mesmo tempo racional?! Como se jogar em qualquer relação se antes eu penso até em como o dito cujo iria falar com meu pai e se meu pai ia gostar dele! Depois da terapia até aprendi mais a controlar essa matemática mental toda, mas ainda não foi suficiente! Claro que faço merdas, que ajo por impulso algumas vezes e na maioria delas nem me arrependo, tenho aprendido a viver minha ingenuidade mais libertina, só que por ser racional acabo batendo de cara nos muros, parece que atraio “roubadas” quando se fala em campo amoroso! E pior que eu atribuo a minha carência acredita? Nunca a minha razão!kkkkkkkkkkkk
Sei não, esse texto já ta ficando muito confuso, já falei que sou uma odisséia! Só o q sei é que o SSF anda reinando na minha vida mais que momo no carnaval!(que por sinal foi bom sim, apesar dos pesares!) E sim, o resumo da ópera é: tô mesmo precisando de um amor calmo e tranqüilo com sabor de fruta mordida, exatamente igual ao meu astral e tudo mais...! :/

Um comentário:

  1. chorei rios!

    aiuheaiuhe, brincadeira...

    na verdade me identifiquei muito pois passei pela mesma situação..

    Sai de casa com 15 anos de idade, passei um tempo fora e voltei para a minha família quase irreconhecivel. Fiquei um ano em casa até decidir sair e estudar fora (17). Morei um tempo em florianópolis fazendo cursinho e me preparando para o vestibular da ufsc. No entanto, por força (ou vontade de sacanear) do destino acabei passando em outro vestibular publico próximo e agora estou me formando, empregado e moro sozinho a 5 anos.

    Confesso que ficar longe da família é muito dificil...sinto saudades...Depois que sai de casa com 15 me sinto estranho quando volto para visitar minha família...é como se a cada 6 meses tudo mudasse. Seus pais começam a ter cabelos brancos e rugas, seu irmãozinho tímido agora tem 20 anos de idade e barba no rosto, seu cachorro morreu a tanto tempo que você nem lembra mais...

    Resumindo, tudo muda...as vezes acho até rápido demais... cruel demais...

    Meus pais me ligam quase todos os dias perguntando o que eu ando fazendo, como eu estou, como está o trabalho, os projetos para a vida, se eu arrumei uma namorada, enfim...tudo aquilo que eu percebo que eles querem observar mas não estão presentes para ver. Afinal, a maior felicidade dos pais é ver os filhos crescidos, independentes, saudáveis e felizes, certo?

    Voltando a parte de "não pude viver minha meninice", acredito que ter responsabilidades incomuns na adolescencia na realmente deixa marcas na vida adulta. Não nego que graças a isso pude definir uma personalidade própria e sou muito feliz por ser quem eu sou. Mas tudo poderia ter sido diferente...engraçado como as pequenas decisões que tomamos repercutem pela vida.

    Putz, nem almocei ainda...lembrei agora aiehaiuehuaie.... vou cozinhar alguma coisa

    era só, []`s

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